Desnutrição atinge 1/3 de crianças em países pobres
Segundo o relatório, chamado Recolocando a Nutrição como Central ao Desenvolvimento, o investimento de países em desenvolvimento em nutrição pode trazer retornos econômicos, já que estudos indicam que o problema da desnutrição provoca uma redução de até 3 pontos porcentuais no PIB (Produto Interno Bruto) dos países em desenvolvimento.
“Considerando que as economias de muitos países em desenvolvimento estão crescendo a uma taxa de 2% a 3% anualmente, a melhoria nas condições de nutrição poderia potencialmente dobrar essas taxas”, disse Jean-Louis Sarbib, vice-presidente para Desenvolvimento Humano do Banco Mundial.
O relatório do Banco Mundial adverte que a desnutrição na infância pode levar a uma redução de até 10% nos ganhos em idade adulta.
Recursos limitados
O Banco Mundial sugere que os governos com recursos limitados deveriam concentrar seus esforços no atendimento no período entre a concepção e a idade de dois anos, quando os efeitos da desnutrição sobre a saúde, o desenvolvimento cerebral, a inteligência e a produtividade são muitas vezes irreversíveis.
“Os danos que ocorrem neste período são irreparáveis. Se perdemos esta janela de oportunidade, perdemos a oportunidade de atender a uma geração inteira de crianças”, disse Meera Shekar, consultora de nutrição para o Banco Mundial.
Segundo a organização, o problema de desnutrição atinge os países do sul da Ásia com ainda mais intensidade do que os países da África sub-saariana. Na Índia, até 50% das crianças teriam problemas de desnutrição.
Porém o Banco Mundial afirma que as taxas de desnutrição na Ásia vêm caindo, enquanto que na África o problema estaria aumentando.
Na América Latina, o relatório cita Guatemala, Haiti e Honduras como exemplos de países onde o problema da desnutrição é mais grave.
O relatório do Banco Mundial sugere que os países que pretendem combater o problema da desnutrição com mais eficiência se espelhem em experiências de sucesso como a adição de iodo ao sal para combater deficiências no consumo da substância e a distribuição de cápsulas de vitamina A, que ajudam a combater a mortalidade infantil.
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