Alimentação de Verão

As crianças necessitam de nutrientes adequados na quantidade ideal para se desenvolverem corretamente. A prática regular de exercícios físicos na infância é importante em função de favorecer o crescimento, o desenvolvimento, o aprimoramento da coordenação motora e do convívio social.

A alimentação adequada é fundamental para a manutenção da saúde e para um ótimo desempenho esportivo.

A associação da alimentação balanceada à atividade física pode otimizar o potencial genético de crescimento e desenvolvimento da criança, mas não incrementam ou diminuem significativamente os valores de estatura. Para a criança praticante de atividade física a alimentação é um fator crítico devido às necessidades aumentadas pelo crescimento e desenvolvimento maturacional desta fase, além do treinamento.

É comum entre estes jovens a adoção de comportamentos alimentares que podem prejudicar o estado nutricional por deficiência energética, onde as proteínas, essenciais no processo de crescimento serão utilizadas como fonte de energia para a atividade física, levando a alterações no crescimento, além da carência de nutrientes, desidratação e utilização inadequada de suplementos e outras substâncias ergogênicas.

O PAPEL DO NUTRICIONISTA

Recorrer a um profissional Nutricionista é de extrema importância nesta fase, pois este estabelecerá a ingestão adequada de macronutrientes e micronutrientes, além da correta hidratação que a criança necessita.
O atendimento a estes jovens pode representar um desafio maior do que o atendimento ao atleta adulto, pois é necessário que o profissional possua parâmetros adequados para a avaliação do crescimento ( que deve ser periodicamente monitorado), do estado de amadurecimento, da avaliação antropométrica e avaliação das necessidades energéticas, objetivando uma conduta dietoterápica adequada para essa faixa etária.

NECESSIDADES NUTRICIONAIS

O treinamento esportivo pode contribuir para aumentar a necessidade energética que já está aumentada na criança e no adolescente, desta forma, a necessidade calórica deve ser estimada baseada na ingestão alimentar diária, índice de crescimento, idade e atividade física.
Para o cálculo da quantidade de calorias que uma criança pode gastar durante a atividade física, deve levar em consideração o tipo de esporte que a criança está envolvida, a participação dela em competições e em que nível e com que frequência e duração a criança treina.

Para crianças fisicamente ativas, recomenda-se uma dieta adequada em lipídeos e proteínas e rica em carboidratos variando qualitativamente para que se alcançe as recomendações de micronutrientes.
A baixa ingestão de cálcio, presente no leite e seus derivados, resulta numa menor retenção deste na massa óssea em adolescentes, podendo aumentar o risco de fraturas.

O ferro é indispensável para a prática de atividade física, pois além de exercer as funções de transporte de oxigênio no sangue e no músculo, faz parte de diversas enzimas relacionadas aos processos oxidativos e à proliferação celular. O baixo consumo de ferro pode prejudicar a capacidade de transporte do oxigênio, diminuindo o desempenho e interferindo no treinamento, podendo a longo prazo, ocasionar a anemia ferropriva.

As crianças podem evitar a desidratação durante o exercício ao ingerir líquidos a cada 15-20 minutos. Para a prática esportiva de longa duração (mais de 90 min), bebidas hidroeletrolíticas com concentração de carboidrato e osmolalidade adequadas podem ser utilizadas em casos específicos.
O fracionamento das calorias diárias por meio da inclusão de lanches entre as principais refeições é recomendado para garantir o valor energético necessário, contanto que estes sejam adequados às demais refeições do dia.

COMPETIÇÃO

Para crianças que participam de competições é importante que seus estoques energéticos estejam adequados. Sugere-se que nos 3-4 dias anteriores à competição haja ingestão de alimentos ricos em carboidratos. No dia da competição a criança deve ser orientada a ingerir uma alimentação rica em carboidratos e baixo teor de gordura. Os alimentos devem ser de fácil digestão e pouco fibrosos. A última refeição deve acontecer de 3 a 4 horas antes do evento, com alimentos de fácil digestão e ricos em carboidratos. Até 2 horas antes da competição, um lanche com carboidrato e de baixo índice glicêmico pode ser consumido. Refeições líquidas, preparadas com fórmulas à base de carboidrato, podem substituir refeições sólidas no pré-evento.

O principal objetivo durante a competição é manter a hidratação. È indicada e necessária a ingestão de água antes do evento. No entanto, deve-se estabelecer um padrão de ingestão de líquido no período pré-competição para que o jovem comece a atividade num estado de hidratação adequado. Alimentos ou bebidas ricas em carboidratos podem ser ingeridos durante atividades de longa duração, ou seja, superiores a uma hora, para que se reponha as perdas hídricas e as reservas de glicogênio muscular; de forma que estas bebidas sejam de fácil administração e de concentração adequada.

Elaborado pela Equipe RGNutri

Referências:

Juzwiak CR, Paschoal V. Nutrição para crianças fisicamente ativas. Nutrição, Saúde & Performance ano 3. edição no 11, junho/julho, 2001.

Lopes FA, Brasil ALD. Nutrição e dietética em clínica pediátrica. Atheneu: São Paulo, 2003. Capítulo 6

Mahan LK, Stump SE. Alimentos, nutrição e dietoterapia. 10ª ed. Roca: São Paulo, 2002

Guedes DP, Guedes JERP. Crescimento Composição corporal e desempenho motor de crianças e adolescentes. Balieiro: São Paulo, 2000

http://www.dietnet.com.br


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