Novas diretrizes sobre micronutrientes no esporte


Os micronutrientes são fundamentais no esporte, pois participam do processo de produção de energia, síntese de hemoglobina, manutenção da saúde óssea, função do sistema imune adequada e proteção contra a ação dos radicais livres.

A rotina de exercícios pode aumentar o turnover e a perda destes micronutrientes, por isso em muitos casos as necessidades aumentam para que haja a adequação no crescimento, reparação e manutenção da massa corporal magra dos atletas.

Para atletas em regime de treinamento intenso, tem sido sugerido, o consumo de vitamina C entre 500 e 1.500 mg/dia (proporcionaria melhor resposta imunológica e antioxidante) e de vitamina E (aprimoraria a ação antioxidante), porém vale lembrar que essa recomendação tem baixo grau de evidência científica.

Os minerais em alguns casos também devem ser suplementados, atletas do sexo feminino, em dietas de restrição calórica, por exemplo, podem sofrer deficiências no aporte de minerais. Recomenda-se que a dieta contenha a quantidade mínima de 1.000 mg/dia de cálcio. Quanto ao ferro se recomenda consumir alimentos com elevada biodisponibilidade desse mineral, com oferta recomendada de 15 mg/dia para a população feminina e 10 mg/dia para a masculina.

Estudos demonstram que a ingestão combinada ou isolada de vitaminas C, A, E, de cobre e zinco e da coenzima Q10 produzem efeitos antioxidantes. Contudo, sua suplementação é recomendada apenas para atletas de alto desempenho, porém, altas doses podem não apresentar os efeitos esperados e ainda trazer prejuízos a saúde.

Fontes:
Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME). Hernandez AJ. et al. Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. Rev Bras Med Esporte. 15(3):2-12, 2009.
American College of Sports Medicine (ACSM) and American Dietetic Association Dietitians of Canada (ADA). Nutrition and Athletic Performance - Joint Position Statement. Med Sci Sports Exerc. 41:3, 709-31, 2009. - Fonte desta notícia: Nutrição em Pauta www.nutricaoempauta.com.br
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