Brinquedos alegram crianças internadas
Além de entreter e familiarizar o ambiente, as brincadeiras aproximam os profissionais dos pequenos pacientes, facilitando o convívio e o tratamentoPor Ivan Alves
Brincar é uma atividade natural da infância. Colabora para o desenvolvimento mental, físico e social e, dentro de um hospital, os passatempos proporcionam benefícios extras. "O ambiente é estranho e amedrontador para uma criança que enfrenta uma internação. O brinquedo e os jogos ajudam na familiarização do espaço, proporcionando momentos de lazer em meio ao tratamento, que pode durar meses", conta Maria de Jesus C. S. Harada, doutora em enfermagem pediátrica. De acordo com a profissional, a criança só começa a compreender a causa e os efeitos da internação a partir dos 6 anos. "Há casos, entre os mais jovens, em que o paciente acredita que está sendo punido por uma má ação cometida fora do centro".
Ao se divertir no hospital, a criança altera o ambiente em que se encontra e se aproxima da sua realidade. Esse recurso é um forte aliado para sua adaptação. "Além de dar continuidade ao seu desenvolvimento, o entretenimento ajuda na compreensão do que ocorre consigo e a liberar temores, tensões, ansiedade e frustrações. Por outro lado, a atividade promove satisfação, espontaneidade e possibilita que ela converta as experiências em que deveria suportar passivamente em desempenho ativo", aponta Maria.
Para os profissionais de saúde as brincadeiras são ferramentas de trabalho. Elas estreitam a comunicação e possibilitam que o responsável entenda mais profundamente a singularidade de cada indivíduo.
"São ação criadas para reproduzir o ambiente natural do paciente", conta Maria Cristina Senna Duarte, diretora médica da Neovacinas e Chefe do CTI pediátrico do Hospital da Lagoa. "Uma criança internada é uma criança doente. Sendo assim, se ela estiver mais feliz e menos assustada haverá uma resposta muito melhor às intervenções médicas". Segundo a especialista, quando hospitalizada, além de assustada, ela pode ficar deprimida e não colaborar com o tratamento.
Cuidados com os brinquedos
Hospitais particulares geralmente adquirem os brinquedos com recursos próprios. Já os centros públicos contam com o apoio de instituições filantrópicas e da iniciativa privada. Interessados em colaborar com as briquedotecas dos hospitais devem tomar alguns cuidados. Os brinquedos devem ser certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Brinquedos importados, que não passaram pela vistoria do órgão, podem levar substâncias agressivas como o chumbo em sua composição. Itens de má qualidade podem quebrar com mais facilidade, tomando formas perigosas à saúde das crianças. A certificação do Inmetro também aponta a faixa etária indicada para cada brinquedo.
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