Justificativas para o consumo exagerado de chocolate: verdadeiras ou falsas?

É fato que comer chocolate produz uma sensação de bem-estar incomparável com nenhum outro doce. Muitas vezes o alimento é visto como uma válvula de escape, um alívio, ou até uma compensação. Mas todas essas motivações são suficientes para o seu consumo exagerado?

“O chocolate é um alimento com alto teor de gordura e de alta densidade energética, sendo assim, deve ser consumido com muita moderação, especialmente se a intenção é manter uma dieta equilibrada. Se consumido em excesso, pode contribuir para o aumento do peso e para complicações cardiovasculares”, alerta a nutricionista e consultora do departamento de nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (ABESO), Mariana Del Bosco.

Entretanto, alguns ingredientes do chocolate, especialmente do tipo amargo, podem ser destacados como benéficos. O bom chocolate, produzido com manteiga de cacau e contendo 60% de cacau sólido, no mínimo, é tão delicioso, forte e caro, que pequenas quantidades são suficientes para satisfazer a vontade de comê-lo. Na ponta da língua, ele derrete completamente.

Quanto maior o teor de cacau, maior a quantidade de flavonóides, como a catequina, por exemplo, que tem uma importante ação antioxidante e poder de combater os radicais livres. Dessa forma, previnem o envelhecimento e conferem proteção cardiovascular.

Uma teoria bem comum que justifica o consumo exagerado do chocolate diz que aumenta os níveis de serotonina, hormônio responsável por melhora no humor e sensação de bem-estar. Isso por que a ingestão de carboidratos aumentaria a quantidade de triptofano, precursor da substância no cérebro.

“A verdade é que carboidratos com alto índice glicêmico são mais propensos a promover a síntese da serotonina e de seus consequentes benefícios. Contudo, o chocolate contém proteínas e gorduras que reduzem seu índice glicêmico em relação aos outros doces”, explica Mariana. Ainda assim, o alimento é o mais associado à compulsão, não sendo possível substituir por qualquer outro alimento para cessar a vontade de ingeri-lo.

Chocaholic

Termo utilizado frequentemente, chocaholic, ou chocólatra, indica a necessidade de alguns indivíduos de consumir o chocolate ou algum alimento que tenha o produto em sua composição. O ideal, e até mesmo necessário, é permitir que estas pessoas incluam pequenas doses diárias ou estipulem uma frequência semanal para o consumo.

Diversos autores de pesquisas estimam que 40% das mulheres apresentam um comportamento chocaholic e, deste total, a grande maioria não satisfaz esta necessidade com qualquer outra substância que não seja o próprio chocolate.

“Acredita-se que o consumo de chocolate pelas mulheres possa ser modulado pelas flutuações hormonais. Na fase pré-menstrual, com a alteração nos níveis de estrógeno e progesterona, parece haver um maior consumo de doces e gorduras”, comenta a nutricionista.

Algumas evidências sugerem que os níveis de serotonina estão mais baixos no período que antecede a menstruação, o que levaria a maior busca de doces e alimentos palatáveis.


Referência(s)

- Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Balas e Derivados – ABICAB. Disponível em http://www.abicab.org.br. Acessado em 12/04/2010.

- Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica – ABESO. Disponível em http://www.abeso.org.br. Acessado em 09/04/2010.
Fonte: NUTRITOTAL - http://www.nutritotal.com.br

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